Apresentação

O Manso Kilembekweta Lembafurama, assim como as casas de culto pertencentes ao Candomblé, realiza um ‘culto à natureza‘, onde elementos naturais como árvores, pedras e lagos se transformam em epifanias divinas, e reporta-se a deuses – Os Inkisis;  acentua a relação intensa entre o homem e a natureza e sacraliza o espaço físico cotidiano, dando-Ihe novos significados e modificando a percepção dos seus praticantes.

Nossa casa corresponde a um modelo ideal de configuração espacial de terreiros, permitido pela qualidade ambiental da área onde se encontra instalado aliado a sua dimensão, portando ecossistema aquático e terrestre no seu interior. Os assentamentos encontram-se distribuídos de acordo com uma lógica inerente a prática religiosa da nação angola, onde encontramos em seqüência.

Os assentamentos de Nzila ao lado dos Caboclos; seguidos por Nkossi Mukumbi, Katendê, Angorô e Kavungo; próximo a lagoa onde é cultuado Luenji pelo reflexo do assentamento na água; a direita ficam os sacrários de Tempo, Luango e Mutalambô. A construção principal, onde se encontra O Barracão possuí os santuários de Bamburucema, Kukueto, Kisimbe, Lemba e Zazi, além do sacrário principal, de Lemba Furaman. Protegidos visualmente por uma cerca de nativos, fica a área do Umbakisi, espaço reservado a ritos iniciáticos específicos. A seguir encontra-se a casa de Ankita, de Vumbe, do Inkisi Nkondi, e Mbanza de Nzilas.

A área possui uma relação bastante equilibrada entre urbanização e preservação de ambientes naturais, condição fundamental para a manutenção do culto, onde se busca a manutenção de toda a flora necessária nos seus rituais.

Assim, o sítio que representa o Manso Kilembekweta Lembafurama corresponde a um modelo de estabelecimento característico da religião afro-brasileira, onde os elementos da natureza são considerados sagrados, tornando-se, portanto, parte inseparável do conjunto construído correspondente à estrutura definitiva da configuração espacial dos terreiros. Nestes modelos de estabelecimento, por razões de culto, sempre se busca manter (idealmente) no seu âmbito um trecho de “mato” e quando possível um manancial conservado e outros elementos naturais, determinados por sua cosmovisão.

Veja página sobre o Tombamento.

1 Comentário

  1. maria said,

    23 maio 2011 às 1:19 am

    e sempre bom rever amigos, o senhor nao deve lembrar mais da minha fisionomia mas me lembro muito da sua em Sta Cruz da Serra qdo tinha seu terreiro sou filha da Kanlogi ja nos falamos por telefone; e passei para o lucio resumindo fiz a ponte. Abraços


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